No fim da tarde caminho passos na areia molhada. Passos que a maré vem beijar e rouba nevando consigo a minha caminhada.
Queria que a levasse para além do horizonte, lá longe onde se encontra outra costa, a africana, e devagarinho, passo a passo me fosse levando inteirinha.
O sol põe-se indiferente ao meu sentir. Não é que ele seja desinteressado, mas é que do outro lado nasce uma enorme lua vermelha. E essa sim, essa é saudades sentida da minha pátria.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
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